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Posts Tagged ‘diversidade’

A partir de agora, O Onívoro ganha endereço novo: www.onivoro.com.br. Curioso como a palavra “onívoro” não estava sendo usado como domínio ainda. Está dando um pouco de trabalho (principalmente para o Aylons) mas espero que a mudança valha a pena. E também devido a mudança, estive sem postar durante um tempinho. Por enquanto, ainda estamos fazendo pequenos ajustes, mas logo o blog estará tinindo.

O conteúdo e as idéias continuam as mesmas: alimentação saudável, sem a frescura da nutrição moderna, que quando olha um prato não vê comida mas nutrientes. Com gastronomia mas sem os exageros dos restaurantes caros e nem o ego de chefs premiados. Enfim, boa comida…

Então, nós vemos em www.onivoro.com.br

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Quando você vai para uma loja de produtos asiáticos, fica mais perdido que cachorro em mudança? Quando tenta encontrar algo numa mercearia chinesa, não consegue se comunicar com os lojistas? E quando vai a um mercado japonês fica confuso com o excesso de informações e cores? E o que fazer quando você encontrar uma receita em inglês mas não conhece os ingredientes?

Quando nos lançamos no desafio de explorar uma cozinha nova, é inevitável as confusões e dúvidas sobre ingredientes que nem nunca ouvimos falar antes. Hoje em dia, com a internet, encontrar receitas, tradicionais ou não, é extremamente fácil, mas muitas vezes somos barrados por não conhecer os ingredientes e suas traduções.

Para ajudar, pretendo apresentar alguns ingredientes asiáticos, que conheço melhor e suas diversas traduções para compreensão de quem quiser variar mais sua alimentação.  Os tópicos não terão muita ordem, mas apenas lançados a medida que vou comprando os produtos ou apresentando receitas novas no blog.  Apresentarei os nomes em inglês, bem como chinês, japonês e, às vezes, coreano, usando tanto a escrita latina quanto a original. Sobre o sistema de romanização utilizado, ver “Sobre ‘O Onívoro‘” (no final do texto).

Farinha de arroz

Chamado em inglês de rice flour, é feito a partir de arroz comum e muitas vezes é confundido com a farinha de arroz glutinosos (a troca do ingrediente numa receita pode ser desastrosa). Muito usado na confecção de doces japoneses como o uirō e o dango, além de ser o ingrediente principal do bifun.

O joshinko (上新粉) é um tipo de farinha de arroz comum japonês, diferente dos equivalentes chineses, coreanos ou tailandeses  no processo de fabricação. Também os tipos de arroz utilizado  resultam em produtos ligeiramente diferentes. No entanto, um pode ser usado tranquilamente como substituto de outro.

Chinês: 粘米粉 (nian mi fei),在來米粉 (zai lai mi fei),再來米粉 (zai lai mi fei)
Japonês: 上新粉 (jōshinko)

Farinha de arroz glutinoso

Conhecido como glutinious rice flour ou sweet rice flour em inglês, é chamado de mochiko (餅粉) em japonês e nuo mi fen (糯米粉) em mandarim. É usado em receitas como tangyuan, hwanjeon e senbei.

Elemento principal do shiratamako (白玉粉), pode substituí-lo acrescentando um pouco de amido de milho.

Chinês: 糯米粉 (nuo mi fen)
Japonês: 餅粉 (mochiko)
Coreano: 찹쌀가루 (chapssalgaru)

Cinco especiarias em pó


Na falta de um tradução melhor,  utilizarei o termo “cinco especiarias em pó”. Em inglês, é chamado de five-spice powder, gokōfun em japonês e wuxianfen em chinês, sendo a grafia a mesma nas duas últimas línguas (五香粉).

A composição das especiarias pode variar. Na verdade, existe duas misturas mais comuns. Um leva “canela chinesa” (casca de cassia, Cinnamomum aromaticum), flores secas de cassia, anis estrelado, semente de anis, cravo e gengibre. A outra leva pimenta de Sichuan, cassia, aniz estrelado, sementes de funcho e gengibre.

Muito usado na cozinha cantonesa, é tempero essencial em pratos como o char siu e o  pato de Pequim. Às vezes, uso também no mapo dofu, chahan e em recheios para baozi, jiaozi (em japonês, gyoza) ou em um simples refogadinho com legumes.

Chinês: 五香粉 (wuxianfen)
Japonês: 五香粉 (gokōfun)
Coreano:  오향분(ohyang-bun)

Karashi ou gyuja garu

Chamado, às vezes, de mostarda japonesa (Japanese mustard), é feito, na verdade, a partir das sementes da Brassica juncea, enquanto a mostarda que você usa no sanduíche é feito a partir Sinapis hirta.  Mais forte que essa última, deve-se ser usado com parcimônia, pelo menos, até se acostumar.

É vendido em duas formas. Creme, em bisnagas, ou em pó, em embalagens plásticas ou latas.  Indicado para acompanhar pratos como: tonkatsu, oden, nattō, shūmai, etc.

E se quiser inovar, tente colocar um pouco desse pó na polenta ou purê de batata e verá a diferença…

Japonês: からし, 芥子, 辛子 (sempre se lê karashi).
Coreano: 겨자가루 (gyuja garu)

Ps. Uma dica: quando for comprar produtos em uma loja chinesa, onde ninguém fala português, é escrever ou imprimir (opção anti ecológica) os nomes em chinês e mostrar para o atendente. Se você tiver um smartphone ou qualquer dispositivo portátil onde é possível visualizar arquivos Jpeg, você pode tirar uma foto da tela (tecle “Print Screen”, cole no Paint Brush e salve como Jpeg) e depois mostre ao lojista para ele saber o que você procura.


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Não, não tentarei dizer se uma dieta onívora é melhor ou não que uma dieta vegetariana. Acho proselitismo, de qualquer gênero, um saco. Creio que o tipo de dieta que uma pessoa escolhe é uma opção pessoal, e mesmo entre os vegetarianos, as motivações para a restrição de carne (ou de qualquer produto animal) varia de indivíduo para indivíduo: de saúde, ecológicas ou de tratamento em relação a animais. Não se trata de mais um texto sobre a questão vegetarianos versus onívoros. Na verdade, esse texto é mais um pedido (ou uma sugestão).

Vai ser vegetariano? Ótimo. Mas não fique na mesmisse. Outro dia fui à casa de uma amiga vegetariana com alguns radicchios (ou devo escrever radicchi) e bok chois. E simplesmente ela não conhecia nenhum dos dois. Perguntei que hortaliças ela come. Disse que basicamente alface e tomate. E ela não é a única. Outra amiga minha admitiu no Twitter que seus pratos era da uma “monocromia triste”. Assim não dá. Tem que variar mais. Grãos, leguminosas, hortaliças, frutas, cogumelos, enfim, existe uma variedade enorme de vegetais e fungos por aí.  Vá pesquisar, vá procurar coisas na feira. Experimente de tudo. E de vez em quando compre alguma coisa sem saber o nome ou como usá-lo. Tente descobrir isso depois.

E os industrializados? Hoje em dia existe uma série de produtos para vegetarianos, principalmente veganos, para substituir produtos de origem animal. Mas afinal, são industrializados. Uma vez fiz um pão para uma amiga vegana. Como ela não comia mel, utilizei xarope de glicose. Depois fiquei pensando “como posso ter usado isso?”. Nunca fui fã de algo tão “industrializado” quanto xarope de glicose. É um dos adoçantes mais processados que existe (talvez não ganhe do xarope de milho com alto teor de frutose – HFCS).  Isso sem contar a infinidade de produtos derivados da soja que existe por aí: leite de soja, proteína de soja texturizada, nuggets de soja e assim por diante. E o duro é que nem sei como é feito a maioria desses produtos. Todos eles são usados como substitutos.

Melhor que substituir talvez seja criar ou experimentar pratos novos, com ingredientes novos. A cozinha vegetariana budista (zhāicài nos países que falam mandarim, shōjin ryōri no zen japonês, sachal eumsik na Coréia) não usa derivados de soja para substituir carne ou leite. No lugar disso, os monges budistas simplesmente criaram pratos novos. A cozinha indiana também é prodigiosa no uso de vegetais, busque inspiração nela. Vá usar soja? Ótimo. Mas não não pense nela como um bife, pense na soja como… soja.

Na verdade, esqueça um pouco da proteína de soja texturizada (PST), esse negócio de onde tiraram até o gosto da soja. Use mais produtos naturais como tofu, yuba, miso, leite de soja – os caseiros, não os industrializados, que no fim são apenas água, açucar e conservates. Ou melhor use os grãos de inteiros. Coma mais lentilhas, ervilhas secas, grãos de bico, quinoa (vá na feira da Kantuta, que lá é baratinho), soja (inteira), azuki e é lógico, feijão (todos os tipos).

Mas todos, vegetarianos e onívoros, não deveriam variar a alimentação?Claro, a saúde e o prazer gastronômico vem com pratos coloridos. No entanto, os vegetarianos devem ser mais criativos, principalmente numa sociedade acostumada a comer carne. Os vegetarianos que comem com cabeça de onívoros, geralmente não conseguem uma alimentação equilibrada, apenas tira ou substitui a carne. Poucos se arriscam a criar algo novo. Então usem suas cabeças e comam com mais diversidade.

Ps. Lembra das listas do que já experimentamos? Encontrei essas, vegetarianas,  aqui e aqui. Já comi 47 itens na primeira e 44 na segunda. Lógico que tais listas tem uma origem em algum país, e de fato, não leva em consideração diferenças regionais, ou seja, não é algo para quem leva o “eat local” a sério, mas até que fiz uma boa pontuação.  E você, amigo vegetariano, será que sua dieta leva uma variedade maior de vegetais que a minha?

Pps. Se você lê japonês, existe esse site com várias receitas do monge Genbo Nishikawa, de Kyoto.

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Se veio aqui procurando por receita de broa de fubá, olhe aqui.

Desde que surgiu o  Omnivore’s Hundred, uma lista das “100 comidas que um onívoro deve experimentar”, uma série de listas parecidas, especializadas em um determinado tipo de cozinha/nacionalidade tem pipocado aqui e ali. Procurei uma lista parecida cujo tema fosse a culinária brasileira, primeiro em português, depois em inglês. Não encontrei nem um nem outro. Pois então, decidi fazer minha própria lista.

Devido a diversidade de nossa cozinha, alguns de vocês nunca sequer ouviram falar de muito dos pratos a seguir. Outros serão bem familiares. Tentei colocar algo industrial, mas aí me dei conta que guloseimas industriais não são o meu forte.

Não incluí determinados pratos que são próprios de uma casa. Não seria interessante para as pessoas de outros lugares, pela distância. Além disso, também não seria justo, pois conheço bem os restaurantes e bares do Sudeste, mas não de outras regiões. Por isso, nada de bauru do Ponto Chic ou filé à Osvaldo_Aranha.

Os leitores devem achar certos itens estranhos e talvez uma preponderância de pratos do Sudeste. Bem, isso é compreensível, uma vez que sou paulista e cozinha caipira é uma influência muito forte para mim. Muitos podem disconcordar da minha lista, achar ela incompleta ou com itens desnecessário. Mas deve compreender também que isso é uma apenas… uma lista. Algo totalmente subjetivo.

Enfim, acho que falei demais. Bom apetite.

Ps. Assim como o Omnivore’s Hundred, está lista apresenta instruções.
1)Copie esta lista em seu blog ou diário, inclusive estas intruções.
2)Passe em negrito todos os itens que já experimentou.
3)Risque qualquer item que nem pensa em experimentar (no meu caso, isso     não existe)
4)Opcional: Comente aqui, com link para seu resultado
Pps. Quer dar uma olhada na minha lista do Omnivore’s Hundred? Aqui.

100 pratos brasileiros para experimentar

1. Doce de batata doce
2. Churrasco
3. Bala de banana Oliveira ou similares
4. Tapioca
5. Pizza assado no forno à lenha
6. Feijão tropeiro
7. Arroz carreteiro
8. Açaí na tijela
9. Paçoca de amendoim
10. Pato no tucupi
11. Maniçoba
12. Baião de dois
13. Acarajé
14. Pamonha
15. Dobradinha
16. Rapadura
17. Farofa de içá
18. Barreado
19. Pastel de feira
20. Couve refogada com alho
21. Sanduíche de pernil
22. Palmito
23. Umbu em natura
24. Pacu
25. Camarão na moranga
26. Doce de abóbora
27. Feijoada
28. Galinhada com pequi
29. Peixe na telha
30. Biscoito de polvilho
31. Galinha à cabidela
32. Pão de mel com doce de leite
33. Algum peixe assado na folha de bananeira
34. Queijo coalho na brasa
35. Curau
36. Torta de liquidicador
37. Café coado no filtro de pano
38. Caldo de cana
39. Arroz, feijão, bife e batata frita
40. Buchada de bode
41. Bolo de rolo
42. Furrundum
43. Chá mate gelado
44. Rabada
45. Vaca atolada
46. Pitanga
47. Quibebe
48. Pintando na brasa
49. Cuscuz paulista
50. Quebra queixo
51. Pingado de padaria
52. Quindim
53. Cajuzinho
54. Sorvete de milho
55. Sarapatel
56. Bolinho de chuva
57. Caruru
58. Frango com quiabo
59. Leitão à pururuca
60. Canjica doce
61. Pinhão
62. Vinho quente
63. Cachaça artesanal de qualidade
64. Pão de queijo
65. Caldeirada de tucunaré
66. Moqueca
67. Mandioca frita
68. Broa de fubá
69. Jaca
70. Sonho de padaria
71. Algo feito com cupuaçu
72. Requeijão cremoso
73. Uma pimenta cumari inteira
74. Churrasco grego
75. Queijo de Minas fresco
76. Misto quente
77. Caldo de piranha
78. Doce de leite mineiro
79. Brigadeiro
80. Acerola
81. Bobó de camarão
82. Pudim de leite condensado
83. Manjar de coco
84. Refrigerante de guaraná
85. Coxinha
86. Caldo de mocotó
87. Romeu e Julieta
88. Chimarrão
89. Virado à Paulista
90. Jabuticaba no pé
91. Bala de coco de festa de aniversário
92. Bolinho de bacalhau
93. Beirute
94. Caldinho de feijão
95. Melão produzido em Mossoró-RN
96. Milho assado
97. Batata doce assada
98. Caipirinha (de cachaça)
99. Geléia de mocotó
100. Caju (a fruta, não a castanha)

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